Impostos e mais impostos, mas país ocupa o "151º" lugar em investimentos com saúde, detalhe: de "192".

País gasta menos com saúde que África



JAMIL CHADE - Agência Estado - 14 de maio de 2011

A parcela do Orçamento do governo brasileiro destinada à saúde, 6%, é inferior à média africana (de 9,6%) e o setor no País ainda é pago em maior parte pelo cidadão. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS), que divulgou ontem seu relatório anual. O documento inclui um raio X completo do financiamento da saúde e escancara uma realidade: o custo médio da saúde ao bolso de um brasileiro é superior ao da média mundial.

O relatório é apresentado às vésperas da abertura da Assembléia Mundial da Saúde, em Genébra, que terá a presença de ministros de todas as regiões para debater, entre outras coisas, o futuro do financiamento do setor.

Dados da OMS apontam que 56% dos gastos com a saúde no Brasil vêm de poupanças e das rendas de pessoas. O número representa uma queda em relação a 2000 - naquele ano, 59% de tudo que se gastava com saúde no Brasil vinha do bolso de famílias de pacientes e de planos pagos por indivíduos.

Mesmo assim, a taxa é considerada uma das mais altas do mundo, superior ao valor que africanos, asiáticos e latino-americanos gastam em média. Em termos absolutos, o governo brasileiro destina à saúde de um cidadão um décimo do valor destinado pelos países europeus.

Das 192 nações avaliadas pela OMS, o Brasil ocupa uma posição medíocre - "151º", apenas 41 têm um índice mais preocupante que o do País. Para fazer a comparação, a OMS utiliza dados de 2008, considerados como os últimos disponíveis em todos os países para permitir uma avaliação completa. As informações são do jornal Estadão


QUE VERGONHA !

E como exemplo...

Pacientes de hospital recebem tratamento no chão e correm risco de infecções



A situação do pronto-socorro público de Cuiabá (MT) é lamentável. A estrutura física é comprometida, o esgoto retorna das pias e 90% dos banheiros não funcionam. A unidade fica alagada toda vez que chove e parte do teto de uma ala desmoronou. Com a superlotação, 150 pacientes recebem tratamento no chão. Três defensores públicos fizeram uma vistoria e se dizem impressionados com o que viram. Eles ameaçam denunciar o caso à Organização dos Estados Americanos. Jornal da Record

CRIMINOSOS!

Nenhum comentário: