Os políticos e a Olimpíada

O Estado de S.Paulo

Órgãos estratégicos para que o País consiga realizar os Jogos Olímpicos de 2016, a Autoridade Pública Olímpica (APO) e a Empresa Brasileira de Legado Esportivo (Brasil 2016) já se converteram em foco de imbróglio jurídico e de cobiça política.

A APO é uma autarquia formada em consórcio pela União, pelo Estado do Rio de Janeiro e pela prefeitura do Rio de Janeiro, e a Brasil 2016 - que tem o governo federal como único acionista - é seu braço executivo, encarregado de implementar projetos, fiscalizar obras e firmar contratos.

A cobiça dos políticos pelos dois órgãos decorre não só da visibilidade que eles irão propiciar, mas do número de cargos que serão criados e dos vultosos recursos que irão administrar.

A APO terá 6 diretores, com salário mensal de R$ 20 mil; 29 cargos de superintendência, com vencimentos de R$ 18 mil; e 92 cargos de supervisão, com salários de R$ 15 mil. Além dos cargos executivos, serão criados 55 postos de assessoria, com salários de R$ 15 mil a R$ 18 mil.


A medida provisória (MP) que criou a APO prevê um total de 184 cargos comissionados - cujos integrantes podem ser indicados livremente, sem necessidade de concurso. Os salários altos e a profusão de cargos estão provocando uma corrida tanto de funcionários públicos nomeados para cargos em comissão no governo Lula, mas que não conseguiram lugar no novo governo, como de assessores e técnicos do segundo escalão da União, que querem subir na carreira.

Por já controlar o Ministério do Esporte há oito anos, o PC do B estava na ilusão de que a APO e a Brasil 2016 ficariam sob sua alçada, o que permitiria ao partido controlar todas as nomeações, indicando militantes e apaniguados.

Mas, consciente de que o loteamento político desses órgãos resultaria numa burocracia inepta e amadora, que poderia pôr em risco o cronograma de obras, a presidente Dilma Rousseff escolheu o ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles para comandar a APO. Leia mais... AQUI

Um comentário:

Elisete XNS disse...

Pois é... a Dilma colocou na chefia o homem de 'confiança'...

O comandante do APO foi alvo de denúncias de lavagem de dinheiro e de crime contra o sistema financeiro nacional e de crime eleitoral. O procurador-geral da República na época, 2004, Cláudio Fonteles, considerou, entre outros pontos, haver indícios de que o presidente do BC fraudara contratos de empresas no Brasil e no exterior para esconder o crescimento de seu patrimônio. O caso foi arquivado.
E, ainda, pelo uso das chamadas contas CC5, por permitir que brasileiros fizessem transferências legais de recursos para o exterior, como forma de supostamente camuflar o desvio irregular de recursos para fora do País.

... é o jeitinho PTralha de administrar!

O que podemos esperar desses eventos, além da roubalheira generalizada nas licitações, obras, orçamentos e na distribuição desses cargos “EXTRAORDINÁRIOS”???!!!