Presidente(a), com 59% dizendo não, "NUNCA SERÁ" !!! *Pelo menos não deveria ser !!!

Do resultado da última eleição, o que de fato entende-se é que 58,95% dos cidadãos brasileiros cadastrados junto ao Tribunal Superior Eleitoral – TSE, ou 80.051.904 (oitenta milhões, cincoenta e um mil e novecentos e quatro) eleitores, optaram pela mudança e por não dar continuidade ao atual governo que obteve na realidade apenas 41,05% ou 55.752.529 (cincoenta e cinco milhões, setecentos e cincoenta e dois mil e quinhentos e vinte e nove) eleitores.

De forma lastimável, estes números só vem a nos comprovar que neste alardeado Regime Democrático praticado no Brasil, as autoridades não se prestam ou não tem o interesse necessário de considerar, nem com o devido respeito, o real sentimento da maioria dos cidadãos brasileiros conforme prevê o princípio fundamental democrático onde sempre deve prevalecer a opinião da maioria.

Considerar apenas os votos válidos, este grande equívoco do Código Eleitoral, não deve ser interpretado somente como desrespeito, mas também como algo que reflete uma ilusão e não a verdadeira realidade presente do país. Não é isso que os cidadãos estão querendo dizer. Pode refletir a triste realidade da política atualmente praticada, mas jamais o sentimento verdadeiro da maioria. Portanto, o que para nós é bastante lógico, fazer prevalecer esta mentira nada mais é do que a imposição autoritária de aceitação de tudo que percebemos que está errado e que bem sabemos, não vem nos retornando com as justas e merecidas benécies.

Resume-se a situação, que por esta ditadura imoral, seremos obrigados a aceitar ser governados por um presidente eleito pela minoria. Pelo mapa acima percebe-se com exatidão o retrato ideológico do Brasil atual. A ramificação em azul não aceita a continuidade das práticas do atual governo e muito menos que este continue através da sucessora eleita pela lei dos votos válidos, enquanto a vermelha pretende dar continuidade ao que está errado.

Por coincidência, os estados representados em azul refletem as áreas mais produtivas do Brasil, onde se encontra a produção agrícola, o grande comércio, as indústrias de porte, e os estados em vermelho são aqueles em que prevalecem as atividades turísticas, das festividades, de uma quantidade exacerbada de feriados e onde encontram-se a maioria das famílias que sobrevivem graças ao Bolsa Família, que aliás, votam pela manutenção do sistema para garantir o recebimento de tal “benefício”, entre aspas sim, pois sequer lhes é dada a oportunidade de imaginar que se não o fizessem, viriam a ter muito mais lucros do que com estas quantias irrisórias que recebem. E isto não pode ser considerado como agir de maneira preconceituosa, pois de qualquer forma, não ocorreu a unanimidade de votos mesmo nestes estados, o que nos traduz que mesmo ali encontram-se os descontentes. Pessoas ruins e ótimas de caráter existem em todas as regiões, crimes como pedofilia, exploração e prostituição de menores estão espalhados por todo país, assim como outros crimes como o tráfico de drogas.

Hoje já, e me parece que daqui por diante será importantíssimo que frisemos não tratar-se de preconceito, pois para alguns este só pode ser considerado se for praticado unilateralmente, se vier de outro, ou seja, eu posso praticar, mas se você praticar é crime, assim como acontece com o racismo por exemplo, ou se você ofender a um gay estará cometendo crime, mas se este te ofender, não será assim considerado. Portanto, sinto muito em fazer esta afirmação, mas é assim que alguns estão encarando a realidade. Relato os fatos, mesmo que isto não seja aceito por este ou aquele, colocando em prática o que ainda considero como meu direito à liberdade de expressão. Fatos são fatos e retratam com extrema exatidão a realidade brasileira. É verdade incontestável que 59% dos cidadãos eleitores do Brasil não elegeram a candidata vencedora, e que também é fato, só é digna de ser reconhecida desta forma porque a lei dos votos válidos a privilegiou. Por este equívoco no Código Eleitoral, a vontade da maioria não estará sendo observada e acatada, e não será até que cause prejuízos de grandes dimensões a outros interessados, como os políticos da oposição e a imprensa em geral.

Se a conveniência política está acima das ordens dos cidadãos brasileiros, então o concreto é passarmos a afirmar que no Brasil temos qualquer outro regime, mas jamais o democrático, pois o correto é que neste é considerada a opinião da maioria e é praticado pelo povo e para o povo, e infelizmente não é o que estamos verificando.