Ministro Mantega: " Todos os sistemas são violáveis! "


O Ministro Guido Mantega afirmou hoje, em entrevista coletiva realizada em São Paulo, que não há sistema inviolável, se referindo ao fato que ocorreu com a quebra de sigilo fiscal de alguns cidadãos. --> Fonte: Estadão – Política - 03 de setembro de 2010 16h 29. Considero bastante oportuna esta colocação, vinda de um Ministro de Governo, e transporto para a questão do sistema de votação eletrônica uma vez que muitas pessoas questionam sobre a segurança do sistema eletrônico de votação. Os técnicos do Tribunal Superior Eleitoral negam esta afirmação e garantem a segurança em um nível de cem porcento. Mas ora, não é esta a opinião de diversos programadores de informática, hackers, etc., não somente do Brasil, mas do mundo, e a questão que colocamos para você leitor é de que forma os responsáveis podem nos garantir que os votos, em hipótese alguma, seriam desviados e expressassem de fato a vontade do cidadão ? Existem dúvidas sim quanto a isso e é preciso iniciativas no sentido de dirimi-las sob pena de termos as nossas vontades desvirtuadas nas urnas.

Um fato a ser considerado e que nos chama bastante a atenção vem dos países do primeiro mundo que simplesmente se negam a utilizar tal método de votação. Então, será que devemos simplesmente nos furtar de considerar estas opiniões ou considerá-las como vindas de pessoas atrasadas, ignorantes ou nos conscientizarmos de que de alguma forma pode sim ocorrer o desvio de alguns votos para a manutenção do regime político brasileiro do qual, pela corrupção existente, pairam sempre inúmeras dúvidas ?

Não podemos contestar que os países do primeiro mundo são infinitamente superiores tecnologicamente. Será então que eles cometeriam um engano assim tão grotesco ? Para muitos, este questionamento não deve sequer ser cogitado, é banalizado inclusive, mas a questão aqui não é a opinião deles e sim a dúvida que nos causa, pois se existe a possibilidade de desvio, então ninguém pode garantir que é a expressão do povo que está sendo refletida nas urnas. Neste país onde a corrupção corre solta, onde apenas alguns poucos estão cobertos de altos privilégios, quem pode garantir que não ocorre um método de manipulação de votos para a manutenção das regalias ? E mudar este sistema de votação para que a garantia e certeza dos resultados fosse incontestável, poderia causar mudanças radicais e destronar alguns interesses obscuros que existem. Mas será que estes permitiriam tal mudança ?

Por existir este pequeno fio de dúvida é que levanto estes questionamentos. Se é possível violar outros sistemas, invadir a privacidade das pessoas, então porque não podem manipular a vontade real do cidadão ? Será que ao votar o seu voto está expressando mesmo a sua vontade ou será que ele está sendo desviado para a manutenção da vontade de outrem ? Será que a cada número de votos depositados, uma certa porcentagem não é desviada ? “Ah, mas os peritos do governo garantem a confiabilidade do sistema !” Mas não podemos considerar tão somente as afirmações destes já que são subordinados ao próprio governo e ao sistema. Para você que se interessa, é importantíssimo que passe a considerar estas questões, pois você pode estar sendo lesado se tal fato ocorre. Você confia na classe política ? Você confia no sistema ? Se como no meu caso, te surge a dúvida, então já somos dois a considerar que podemos estar sendo enganados.

Defendo que o sistema eletrônico possa ser mantido, mas apenas no sentido de termos uma prévia bastante antecipada dos resultados, mas jamais que ele sirva para nos fornecer os resultados finais e oficiais. O resultado que pode nos garantir certeza absoluta da expressão da nossa vontade é o depositado em cédulas de papel, em contagem manual, como nos primórdios. Um pouco mais trabalhoso ? Sim, realmente é. Mas prefiro isto a permitir a mínima possibilidade de que outros interfiram na minha vontade, na minha vida, e isso seria uma das práticas mais criminosas já vista na história considerando que milhões e milhões sofrem as conseqüência pelo regime vigente, pagando com seus bens materiais, com sua saúde e até mesmo com as suas vidas.