Robocop Eleitor: programado para eleger



Com este título, pareço querer satirizar a situação, mas é exatamente assim que a vejo. E como poderia ver de outra forma se o povo elege inconscientemente um qualquer para supostamente representá-lo ? Um cidadão coerente, que não guarda consigo qualquer forma de compromisso para com partidos políticos e para com seus integrantes, que cumpra com a sua obrigação diária de acompanhar os acontecimentos, é capaz de perceber que é bem ao contrário do que se espera. A verdade é que todos os partidos políticos, sem exceção, estão tomados de pessoas sem escrúpulos, portadores de uma ganância excessiva, que almejam somente o poder, mesmo que isto custe a desgraça de tantos outras pessoas.

O voto está garantido pela sua compra através das inúmeras bolsas fabricadas pelos governantes. Esta forma de se adquirir o voto, que antes era ilegal e realizada às escuras, e que hoje encontra-se legalizada, assim como tantas outras leis que são alteradas da noite para o dia, ao seu bel prazer com o intuito único de corrigir algum prejuízo causado a classe dominante e a quem detém o mandato para representá-los. Burla-se a tudo para se manter por cima da “carne seca”.

Segundo as estatísticas, aproximadamente 40 milhões de cidadãos brasileiros encontram-se na mais absoluta miséria, mas eles podem votar e tem o poder de eleger. E a compra do seu voto através destas bolsas é a forma encontrada para cegá-lo. Chego a ponto de afirmar que nunca se cometeu tamanho crime contra o desenvolvimento do País e contra o seu povo, a tal ponto que aquele que abertamente se arriscar de esboçar uma posição contrária corre sérios riscos, não somente quanto a sua moral, mas inclusive para com a sua integridade física. Bandidos de todas as categorias se instalaram na política. Realmente, como já se tornou um jargão popular, “entregou-se o peixe em vez de ensinar a pescar”.

O que mudou realmente de três décadas para cá, do regime Ditatorial para o Democrático ? A meu ver, somente uma falsa liberdade, a libertinagem e o emburrecimento do povo. Os governantes “tapam o Sol com a peneira” mentindo que realizam gastos com educação, saúde, moradia, saneamento, enfim, com as coisas básicas. Mas sabemos que somente mentem. A miséria está bem viva e para qualquer um que pare seu carro em um sinaleiro, que veja os morros tomados por favelas, por pessoas morando em barracos, sendo invadidos por córregos que alagam suas palafitas, por casas em morros prontos para desabar sobre suas cabeças, por bandidos cada vez mais cruéis e pelo narcotráfico cada vez mais bem armado. Ainda vemos mendigos dormindo ao relento pelas ruas sujeitos as barbáries e a ignorância violenta de alguns. Vidas sem valor. A falsa promessa de “esperança” que acordou em um dia nublado e com um ar poluído de sofrimento e “desesperança”.

Se você pensa como eu, deve se perguntar constantemente do porque se gastam tantos bilhões em campanhas políticas ? Por que se gasta tanto em compra de armamentos ? Neste momento, é essencial e prioritário a compra de novas as armas, novos aviões, navios e submarinos ou precisamos priorizar estas quantias vultuosas para ajudar estas pessoas a ter uma vida mais digna ? Não estaríamos ajudando a nós mesmos nos permitindo ter ao menos segurança ? Precisamos que o governo gaste milhões para tirar petróleo muito além dos níveis atuais ou seria urgente socorrer estes miseráveis entregando-lhes o básico garantido constitucionalmente para a sua dignidade ? Todo e qualquer cidadão tem o direito à moradia digna, acesso a serviços de saúde essências e educação de ótimo nível. Precisamos realmente que bilhões sejam gastos para a realização de uma Copa do Mundo, Olimpíadas ou precisamos que este dinheiro seja gasto para ampliar os sistemas de transporte, canalizar rios para acabar com as enchentes e para dar emprego para as pessoas ? Como a grande massa não consegue enxergar estas questões óbvias ? Como não conseguem entender que estas quantias estão sendo aplicadas de forma errada, jogando-se pelo ralo o seu dinheiro, que na verdade é de todos nós, para benefício de apenas alguns ? Estes enriquecem sempre e cada vez mais devido a sua ganância excessiva. Cada vez mais as classes dominantes enriquecem, cada vez mais os governantes burlam as leis envergonhando o País e alteram a sua Constituição conforme melhor lhes convém. Leis e CPIs são chacotas não só na boca do povo brasileiro, mas do mundo todo. O povo brasileiro fechou seus olhos, não querem ouvir nada e não ousam falar. Só encontro uma resposta satisfatória para isso, ou seja, que nas últimas três décadas foram conduzidos a acovardarem-se e a escarnecer um passado glorioso de nossos antepassados que corajosamente lutaram, foram torturados e morreram para que tivéssemos dias melhores.

A grande maioria da população atingiu um grau tão elevado de insensatez que não consegue se aperceber do seu erro quando torna banal a forma da sua existência. Sentem-se realizados quando aos finais de semana se embriagam, se entorpecem, quando realizam um churrasco ou frequentam algum restaurante, clubes e bailes, quando tiram a pureza e a inocência de crianças e adolescentes, quando agridem ao seu semelhante e quando banalizam a conceitos fundamentais como o respeito aos direitos do próximo.

A política atual é covarde e vergonhosa em todos os seus níveis. Todos os roubos e desvios do erário que é público, toda investigação prioritária que é arquivada, todas as manipulações das leis, todos os gastos desnecessários, tudo isso provém da uma ingerência proposital, descabida e desavergonhada, com um propósito único, o eleitoreiro. A grande massa inconscientemente não quer fazer nada contra isso. Os mortos de fome, os gananciosos e desesperados por qualquer quantia não querem analisar que estão preparando um grande mal para si mesmos e me forçam a me perguntar: Até quando a miséria vai permanecer calada nos morros ?

Penso naqueles que lutaram, naqueles que apanharam, que presenciaram seus amigos e familiares sendo torturados e sendo mortos. Eles aceitaram se sacrificar iludidos que no futuro tudo seria melhor. Mas com certeza, não poderiam prever e estejam onde estiverem, estão se sentido entristecidos e envergonhados, pois sua luta foi em vão. O Brasil que veem hoje é vergonhoso. O povo inculto é a sua vergonha maior. A covardia daqueles que se fazem de cegos, surdos e mudos, inconscientemente está levando esta Pátria ao caos onde o cidadão de bem tem medo da sair de casa, pois não sabe se vai voltar vivo. O cidadão que tem a sorte de ter um trabalho e uma vida um pouco mais digna está preso, enclausurado em sua casa, e mesmo assim sabe que não está seguro, pois a qualquer momento pode ter sua casa invadida, ver a sua família aterrorizada, torturada, estuprada e até mesmo assassinada. Mas não me permitiria citar aqui somente a insegurança promovida pelos miseráveis, mas também pela insegurança promovida pela camada da sociedade com padrões de vida mais elevados, pois eles também espalham o terror por aí através da sua embriaguez, pelo uso de entorpecentes, promovendo a desgraça de crianças e adolescentes, matando em rachas nas ruas, inclusive causando essas coisas exigindo de forma violenta que seus pais financiem toda essa ilucidez. Roubam e matam inclusive seus entes queridos.

Todos estes robôs eleitores, como se programados, como que “gado marcado”, permitem-se ludibriar e em 2010 aceitarão de forma pacífica eleger a um amigo, a um parente, a um desconhecido, a um completo despreparado, a um bandido, a um oportunista, a este “ser humano” que dará continuidade a esta barbárie contra a Pátria, tudo para que lhe seja garantido a continuidade da boa vida através do poder.

Em 2010, a grande massa tem de estar programada para novamente lhes eleger e lhes garantir tais benéces. Assim, as religiões e as seitas continuarão a enriquecer vergonhosamente, sem se preocupar se vão contra aos princípios carismáticos fundamentais, amor, verdade, simplicidade e humildade. Os banqueiros continuarão a bater recordes em seus ganhos através de taxas e mais taxas. Os grandes empresários e latifundiários continuarão a explorar a vida e a natureza a qualquer preço. As grandes mídias continuarão com seu trabalho de lavagem cerebral através de uma programação descabida para fabricarem mais e mais retardados e a vender ao povo seus produtos com procedência e qualidade duvidosa, onde enriquecem a si mesmos e dividem o lucro com as companhias telefônicas através de “torpedos”, sejam estes de que produto for, inclusive com conteúdo imoral e pornográfico.

Enfim, para finalizar preciso ainda dizer que me resta uma esperança, pois além de estar cumprindo com a minha obrigação enquanto cidadão, tentando conscientizar e abrir os olhos de alguns para a real verdade, afirmo que se a pesquisa do atual presidente aponta para uma aprovação de 69%, lhes informo que não participei desta pesquisa, assim como ninguém entrevistou a nenhum dos meus parentes, amigos e vizinhos, e portanto ela é mentirosa e tem o propósito de enganar àqueles que ainda se iludem que eleger alguém é cumprir com sua obrigação perante a Pátria. Procuram sim é induzir o povo ao erro, com o propósito único de se perpetuar no poder e permanecer num patamar muito acima dos normais, patamares estes que desconhecemos e que só vemos através da tv e de filmes, onde viverão as melhores coisas da vida enquanto aqui embaixo, os seus escravos lutam tanto, inclusive contra si mesmos, para simplesmente sobreviver.



Faça a sua parte também, indo votar, mas não eleja.
Não vote em branco, assim você elege alguém.
Anule seu voto, assim você não elege ninguém. Impossibilita que os mesmos renovem suas candidaturas e faz a sua “Revolução Pacífica” para que os partidos políticos renovem suas fileiras apresentando novos candidatos e que se apresentem para representar de fato ao cidadão.
Anular o voto não é abster-se da sua responsabilidade, pelo contrário, é exigir os seus direitos. Para isso, digite “00”, a urna acusará um erro, mas confirme mesmo assim. Instrua desta forma aos seus próximos, pois esta campanha não aparecerá no horário nobre porque assim o convém aos interessados desta desinformação.

Edição de imagem e texto: Marcos Borkowski